Eu não assisto televisão

Uma coisa que o povo não acredita quando eu falo é que eu não assisto televisão.
Antigamente eu assistia, mas hoje em dia, com a internet, não consigo ficar parado em frente a uma TV, porque eu já estou acostumado a consumir informação através da leitura.

Quando o seu cérebro está acostumado com uma coisa, é difícil ele voltar àquelas práticas, vamos dizer assim, mas fáceis de fazer. Um bom exemplo disso é quando você está aprendendo uma linguagem de programação, ou qualquer coisa complexa que envolva raciocínio lógico. É muito difícil de aprender no começo, mas depois que você pega a prática, fica mais fácil.

Quando eu estudava no ensino médio, eu não conseguia aprender matemática. O professor chegava, colocava a matéria no quadro e explicava, mas eu não conseguia entender. Hoje em dia eu trabalho com programação de computador e digo que o meu raciocínio lógico evoluiu bastante. Tudo começou quando eu comprei um livro de raciocínio lógico para concursos e fui treinando. No começo eu fazia força para aprender e aos poucos fui acostumando meu cérebro a pensar de forma analítica. Depois eu comprei um de matemática e também aprendi várias coisas que eu não tinha aprendido direito no ensino médio, isso estudando sozinho (acho mais eficaz). Cheguei a conclusão de que se você busca pela informação, você aprende mais, mas se você recebe essa informação, você fica mais preguiçoso.

Depois disso fui aprendendo matemática e logo pude perceber que qualquer pessoa era capaz de saber ela. Eu achava que as pessoas já nasciam com o dom de dominar a matemática (risos).
Como não tinha internet naquela época, eu assistia televisão todos os dias. Meu cérebro era acostumado a receber informações, e não fazer esforço para captá-las. No colégio eu não conseguia aprender matemática porque eu estava acostumado com tudo isso. Receber a matéria, e não investigar porque que aquele cálculo deu aquele resultado, e tentar outras formas de fazer aquilo. Até assistia Telecurso 2000 para ver se conseguia, mas não tinha jeito.
O engraçado era que eu passava no colégio (risos).

Também tem o lance das pessoas que são mais auditivas. Aprendem mais quando ouvem. Outras são mais visuais, aprendem mais quando vêem. Eu, porém, gosto tanto de aprender de uma forma como de outra.

Gosto de escutar podcast’s sobre meus assuntos favoritos de vez em quando e não gosto de estar olhando portfólio. No começo, quando eu entrei no curso de Design Gráfico, eu sempre via os designers exaltando portfólios alheios, dizendo, “Olha só esse. É muito bom olhar portfólio para se inspirar” e eles fazendo seus belos trabalhos mas eu nunca conseguia me inspirar para desenhar e não entendia o porquê de eles gostarem tanto de fazer isso. Com o tempo, e na frustração, fui aprendendo a fazer sites, e a pessoa tem que ver portfólios de sites também para se inspirar, mas eu não olhava somente a parte gráfica, preferia clicar com o botão direito e “Exibir o código fonte” para olhar como era que tudo funcionava. Aí fui tomando gosto de fazer sites e descobrindo que eu não sou uma pessoa muito visual. Eu gosto mais de saber como que as coisas funcionam, gosto de engrenagens.

Hoje em dia eu não assisto televisão mas estou sempre na internet. Aqui a pessoa com uma conta no Twitter e outra no Facebook, segue e curte aquelas pessoas, empresas e canais que você tem afinidade e é só consumir o conteúdo, sempre filtrando o que não tem de bom. Você deveria fazer o mesmo, seguir várias páginas e perfis no Twitter e Facebook de personagens, marcas, jornais e personalidades dos assuntos que você gosta. Considere que até 10% desses perfis sejam de humor. (risos).

Ah, e outra coisa, não acho saudável para o desenvolvimento intelectual de uma pessoa, chegar em frente a um noticiário ou qualquer programa de TV e consumir tudo acreditando em tudo. Sempre vai haver uma filtragem perante a administração do Canal em se é viável apresentar o conteúdo ao telespectador ou não.

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